segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sensação ruim!


Estava ela dormindo tranquilamente, tendo sonhos maravilhosos quando de repente acordou sentindo um aperto em seu coração e uma coisa ruim.

Ficou sentada em sua cama passando a mão no peito e resolveu ir até o quarto de seus pais para ver se eles estavam bem e felizmente estavam. Voltou para seu quarto, tentou dormir novamente mas não conseguiu, pois aquele terrível sentimento não a deixava em paz.

Acordou às cinco horas da manhã e foi para o colégio.

Na sala de aula estava desatenta, angustiada, olhando para o tempo, não conseguia prestar atenção em nada do que o professor falava, pois aquela sensação ruim não tinha desaparecido, estava ficando cada vez mais forte.

Totalmente desligada na aula, pede ao professor para ir ao banheiro. Foi andando vagarosamente temendo receber a qualquer hora uma notícia desagradável de alguém.

No intervalo ficou isolada em um lugar bem no cantinho da arquibancada totalmente triste e cabisbaixa tentando identificar aquela dor que sentia em seu peito. Estava refletindo quando seu celular tocou, ela atendeu e de repente saiu correndo desesperda para falar com o diretor para liberá-la, pois tinha acontecido uma tragédia em sua casa. O diretor liberou a saída e ficou olhando de longe sem entender o desespero daquela menina que estava soluçando de tanto chorar.

Chegou na parada de ônibus, olhava constantemente o relógio, mas as horas pareciam não passar e a seu desespero ia aumentando a cada segundo. Finalmente entrou no ônibus, temendo chegar em casa e ver aquela terrível cena. Chorava direto, estava com as mão suando e tremendo.

Desceu do ônibus e saiu caminhando apressadamente, todos na rua a olhavam assustados. No portão de sua casa ficou parada, tremendo de nervosismo que derrubava a chave constantemente.

Enfim chegou na porta da sala e viu deitado no sofá o que ela estava temendo ver: o seu cachorrinho com a patinha engessada. Ela foi em direção dele para abracá-lo. Encheu-o de beijos e ficou com ele nos braços e o cachorrinho retribuiu àqueles carinhos todos com grandes e carinhosas lambidas.