sábado, 20 de novembro de 2010

Nem tudo está perdido...


Durante uma semana ela estava triste e não queria saber de nenhum tipo de diversão.
Seus sorrisos já não eram tão verdadeiramente feliz assim, já que uma grande perturbação estava quincando em sua cabeça como uma gota de água que sai de uma torneira e fica pingando em um copo de alumínio.
Amigos perguntavam o motivo da sua tristeza, mas ela não queria falar sobre o assunto, sabia que teria que ir além de seus limites para conseguir voltar a ser feliz sem nenhum tipo de barreira impedindo sua felicidade.
Estava se sentindo em um abismo sem fim, como se estivesse em um buraco terrivelmente escuro e macabro, cheio de coisas malignas caindo sobre si.
Por mais que tentasse sair desse profundo abismo, não conseguia, pelo contrário, cada vez mais ela caía.
Já não aguentava mais tantas desgraças, passava boa parte do seu dia chorando pelos cantos com as mãos entre a cabeça, como se aquela terrível perturbação não abandonasse nunca aquele corpo inocente e indefeso.
Como não conseguia mais sorrir, pessoas já a considerava como estranha, o que contribuiu ainda mais para a sua angústia, pensando até em suicídio e outras coisas.
Sem mais nenhuma vontade de viver, voltando para casa depois de mais um dia difícil, pensou que poderia dar a volta por cima e fazer tudo diferente, pensou que ao invés de ficar chorando, de ficar triste, poderia muito bem enfrentar essa desgraça de vez.
Começou a caminhar para frente, enfrentou os desafios e com isso, uma pontinha de felicidade e de esperança foi surgindo ao longe daquele abismo em que se encontrava.
Diferentemente de alguns dias atrás, não pensou em desistir!

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